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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Laptops, professores e escolas.

No começo do ano de 2011 fiz um cadastro via e.mail para receber noticías sobre educação. São matérias e artigos sobre vários assuntos relacionados ao nosso mundo educacional.
Achei a metéria a seguir curiosa. Confiram!
Abraços fraternos.

O Globo, 06/11/2011 - Rio de Janeiro RJ
Programa do governo federal que distribui laptops falha ao não preparar professores e não adequar instalações escolares
Alessandra Duarte, Carolina Benevides e Efrém Ribeiro
NAZÁRIA (PI) e RIO - Mais de R$ 80 milhões depois, o programa Um Computador por Aluno (UCA) acumula problemas. Projeto federal que distribui laptops a alunos dos ensinos fundamental e médio, o UCA, criado em 2007, tropeça quando o assunto é treinamento de professores e infraestrutura. Por conta disso, quatro anos depois do lançamento, ainda é possível encontrar professores que não foram treinados e, portanto, não fazem o uso correto das máquinas, escolas sem tomadas suficientes ou armários para guardar os laptops. Mas não é só. Nem sempre as escolas contam mesmo com um computador por aluno, o que faz com que os estudantes tenham que revezar os equipamentos.

Segundo um relatório da Câmara dos Deputados, realizado em 2010, os problemas no UCA começaram com a implementação do programa. Cinco escolas fizeram parte do pré-piloto, em 2007, e receberam computadores doados. O levantamento feito em São Paulo, Rio, Tocantins, Distrito Federal e Rio Grande do Sul 
apontou que apenas a escola gaúcha tinha o "paradigma Um para Um testado em toda sua extensão". Em São Paulo, "o uso do laptop é compartilhado por dois alunos em cada um dos quatro turnos", de acordo com o relatório. Em Piraí, no Rio, "o acesso se restringe à escola". No Tocantins, "o mesmo laptop é compartilhado por alunos dos três turnos". Já em Brasília, "em face do limitado número de equipamentos, o experimento dá-se em apenas três turmas numa escola de mais de mil alunos".

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tecnologias e educação: dupla dinâmica

Olá,
Inicialmente o blog fora criado como atividade do curso Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TIC oferecido pela Secretaria Municipal de Maceió- Semed / 2011.
Segue alguns textos importantes desenvolvidos no decorrer do curso.

Uma atividade que me chamou atenção foi a 1.1 Quem sou como professor e aprendiz?


Quem sou como professor e aprendiz ?

Desde o primeiro momento que nos foi pedido para realizar a atividade presente, vim refletindo sobre minhas atitudes enquanto docente e aprendiz ao longo dos anos e para minha surpresa  cheguei a uma conclusão que poderíamos mudar a pergunta para “Quem fui e como sou hoje como professor  e aprendiz”. E aí ficou mais fácil de responder quando se volta um pouco na história. Reconheço que passei por diversos caminhos para chegar ao que me considero hoje – uma educadora (professor) e uma pesquisadora (aprendiz) – que para mim as duas coisas interagem de modo bastante lógico.
Os diversos caminhos percorridos por mim na jornada educacional só me levou e ainda tornar a me levar a uma grande gama de conhecimentos que não só me faz bem como torna meu trabalho mais produtivo. Estou falando nos diversos meios de que me propus a desenvolver minhas pesquisas sobre educação. Tenho pesquisado muito sobre a educação em Alagoas desde o Imperio e a partir desses estudos novas mudanças estão surgindo cada vez mais na minha profissão e utilizado de forma responsável em sala de aula.
A profissão Professor hoje requer estudo, conhecimento e evolução. O que me deixa mais surpresa que desde o século XIX essa preocupação tem sido esboçado por alguns intelectuais alagoanos como escreveu Silva Titara em 1853“[…] devido a incapacidade dos professores, a falta de inspeção escolar que favorecia a desídia do magistério, a ausência de métodos de ensino, a mesquinha remuneração do professor […],  o que me parece perpetuar durante anos seguidos.
Observando, estudando todo o processo educacional o qual nós  passamos ( como alagoanos) e o que parece ser futuro, mas estando tão presente me considero antes uma aprendiz ( conhecedora) para posteriormente aparecer a professora.  Não quero pensar como vários amigos docentes que agem ou melhor perpetuam a velha frase
“ antigamente era assim, mas hoje… como era bom naquele tempo…  como eu queria que hoje os professores  fossem como na minha época…”. Deus me livre. Não fui educada com professores que me deixassem refletir, mas sou uma educadora que transmito conhecimento e deixo tanto as minhas crianças como meus jovens e adultos refletir sobre os problemas sociais que passamos, deixo claro em sala de aula que não sou um ser de outro planeta, sou gente igual a todos que ali estão. Mostro que não sou Deus, que posso errar como qualquer pessoa e pedir desculpas, que posso usar minha autoridade sem ser autoritário e mudar minhas estratégias de ensino percebendo que estou atrasada no universo de tantas tecnologias. Desejo imensamente continuar pensando assim, mudar o que não acompanha mais – sem esquecê-lo e aprimorar o bom para que possa ser melhor. Mas tudo aqui escrito só pôde ser concluído quando enxergo o outro como sendo eu e como disse anteriormente estudando o passado para não cair na ignorância, como diz o historiador Marc Bolch “ A incompreensão do presente nasce da ignorância do passado”. O passado é uma arma muito forte para nós professores, pois só conhecendo para tirarmos as conclusões necessárias para nossa profissão.

Alessandra